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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GRAMMY - The Music's Biggest Night

and The Clothing's Biggest Disaster

Quarta à noite é o tradicional e consagrado dia do sofá.
Meio da semana. Casais se encontram e ficam na sala, ao alcance da visão dos adultos, asisstindo televisão, comendo pipocas e tentando das uns beijos escondidos.

Mas essa semana foi diferente: o dia do sofá foi no domingo.

Diretamente da TNT com dublagens simultâneas incríveis exclusivas para a sua telinha e de todos os outros brasileiros que não assistiam por links online diretos, passou o 53º GRAMMY Awards, aquela cerimônia onde são eleitos os melhores e mais fodas da música a cada ano.

No dia seguinte à premiação, a blogsfera já estava minada de posts elogiando os vestidos de todas as celebridades luxuosas presentes no evento.


But seriously… Como vocês podem ter gostado da mesma coisa que eu vi?!

A começar pelos meninos da Mumford Sons. Ted Dwane, aprende com o Ben Lovett, que tá gato demais com o chapéuzinho de cowboy amigo. Esse boné amarelo com esse óculos a la Johnny Depp não ficaram bonitos. Ao menos não juntos, e não no Grammy.

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É essa a criança que vocês chamam de fashionista? Só comento uma coisa: fiquei com pena dos pais dela, por terem que andar do lado da Willow Smith.
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Depois me aparece a Hayley Williams, da banda Paramore, com esse cabelo, essa boca e essa sobrancelha laranjas e essa saia rosa. Eu gostei bastante do conjunto todo laranja, mas Hayley, convenhamos, precisava misturar o rosa também?!
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E essa camisa aberta de pedreiro plus maquiagem drag e batom de Lady Gaga do Adam Lambert?
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Sinceramente, a Ciara me lembrou alguma rainha qualquer das tribos de algum desenho animado. Não acho que tenha combinado com esses músculos e com a pele bronzeada dela.
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Ai, Beyoncé… Jura que virou loira? E esses diamantes escorrendo pelo umbigo que mais parecem um piercing de menina da vila? Se não fosse por isso, eu até teria gostado. A roupa, em si, não está feia.
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Rihanna ficou com síndrome de brasileiro e, sentindo muito calor, decidiu ir fantasiada de flocos de neve. Acho que não rolou, hein.
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E a pergunta que eu faço pra Jenna Ushkowitz, do Glee, é: quem estava de aniversário?
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E Nicki Minaj foi direto do zoológico pro Grammy, né?! Roupa de oncinha e tentativa fracassada de olho de gatinha.
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A musa inspiradora de sempre é a única que se salva: Katy Perry.

Porque Katy Perry é Katy Perry e não cabe nem meio ’ai’ de reclamação a ela.
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Fotos: JustJared

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A invenção do século

Quando eu era criança, morava com o meu pai, a minha mãe e com o Maguila, o meu cachorro. Um pouco antes de completar 10 anos, passei a morar só com a minha mãe a maior parte do tempo e com o meu pai, o computador dele e algumas mulheres (diferentes a cada vez) a cada 15 dias, de sexta-feira a domingo. Pouco depois, o Simon, meu gato, veio morar conosco: com a minha mãe na maior parte do tempo e com o meu pai em alguns finais de semana, não todos. Depois foi a Julie, a gata, que não chegou a morar com o meu pai.

E então, mais tarde, minha mãe trouxe mais alguém para dentro de casa, meu pai teve mais uma filha e as coisas foram mudando. Passei a morar no meu quarto e a passear bastante, em dias variados, por várias casas diferentes.

Depois de terminar o colégio, passei a morar sozinha. Não sozinha, com amigas. Mas sem a família. Em outra cidade. Longe. Eu continuava visitando bastante e passava na casa dos dois, tanto da mãe, quanto do pai. Ainda assim, mais tempo na casa da mãe por ter um quarto lá ainda.

E aí começou a faculdade. E aí começou o estágio. E aí o tempo decidiu entrar em uma dieta eterna e rigorosa, com uma dedicação extrema, ficando cada vez menor e sem chances de voltar ao tamanho que tinha antes. E os finais de semana em todas essas diferentes casas tornaram-se mais velozes. Mais corridos. Mais curtos.

Eu passei a me dividir em sete, tentando fazer quarenta e poucas horas virarem mil. Cada minuto gasto era lamentado. E o celular tocava. Era o pai querendo me buscar, quando eu estava na dinda, a vó querendo saber quando eu iria, enquanto eu me despedia da irmã e a mãe perguntando se eu já havia chegado, quando ainda estava em Porto Alegre.

Tudo por telefone: a invenção do século. Passado, claro.

E tudo era "me avisa quando chegar", "me liga quando for pra eu buscar", "me dá um toque pra eu saber que horas sair". Até que eu cansei. E passei a marcar horários ao invés de realizar mais uma ligação, eu que não sou a melhor amiga dos telefones. 

Até que eu cansei, novamente.

E desisti, depois da segunda tentativa frustrada, e depois de minutos gastos e lamentados, e depois de desentendimentos desnecessários. Ninguém me entendia. Todos esperavam pela minha ligação, afinal, eu sempre ligava. Ou eu que decidia não ligar e não ligava para avisar que não ligaria.

Cansei de ligações em que o tema era a falta da ligação e voltei a ligar para avisar onde eu estava, o que estava comendo e quanto tempo mais ficaria e não ter que ligar depois. Decidi fazer as pazes e reestabelecer a minha amizade com o telefone celular, a invenção do século passado.

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PS: Por dois motivos esse post me lembrou Californication. Ok, três.
O primeiro: meu pai já foi tão safado quanto Hank Moody. O segundo: esse papo todo de celular e suas limitações para a comunicação efetiva e clara me lembrou um espisódio em que Becca, filha de Hank e Karen, ganha o primeiro celular dela. O vídeo abaixo é da primeira ligação entre ela e Hank. E terceiro e último motivo: Californication é simplesmente demais.

Hank, seu gato

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O problema não é esse

O ano já começou há 14 dias e ainda não aconteceu nada que tenha me distraído.

Na verdade, essa é a maior mentira de todas. Muitos lugares, muitas pessoas, muitos pensamentos, muito já me distraíram no ano de 2011. Mas em 2010 eu fui igualmente distraída pela exuberância do mundo, assim como em 2009, e oito, e sete...

A cada virada de ano que passa, as pessoas sentem uma necessidade imensa de rever as suas vidas, os seus planos. Novas metas são traçadas, dignas ações são prometidas, guarda-roupas são desarrumados para quase tudo ser recolocado no lugar e, por mais uma estação, ficar lá jogado sem uso, enquanto duas ou três peças foram doadas a pessoas sem condições de pagar por aquecimento que passam frio nas ruas. E essas poucas gramas de algodão enchem os corações dos doadores de compaixão, pois um ato de caridade foi realizado por eles, as pessoas de bom coração.


O problema não é esse.
Até aí eu entendo. O cidadão precisa fazer algo que lhe lembre o quão bom, solidário e organizado ele é.

Eu já reordenei o meu quarto inteiro. Também já doei roupas velhas e gastas. Eu já fiz listas compostas por mais ítens do que desejava de atividades que deveriam ser começadas imediatamente e que nem tardiamente chegaram perto de serem vividas. Já anotei os mil quilos que gostaria de perder duas mil vezes. Já revi a minha vida do início ao fim. As minhas relações. Os meus atos. Tanto os comemorados quando os escondidos. Eu nunca desejei, a ponto de anotar na minha agenda, um namorado, mas até desejar um namorado eu entendo e aceito. Tudo é válido.

O problema não é esse.
O problema é pensar que uma virada de ano faz mágica.

O sujeito passa o ano inteirinho esquecido de si e então, nos últimos dias do ano, acha que pode rever as merdas todas que fez na vida e planejá-la novamente, assim, dando um ctrl A + delete e recomeçando a escrevê-la do zero. Sendo que poucos dias atrás, no nascimento de Jesus Cristo seja louvado, esse mesmo sujeito zombou das crianças da família que passaram o ano inteiro demoniando e, no dia 24, agiram feito anjinhos para ganhar presente daquele velho gordo e suado que usa uma barba branca mais falsa que as mentirinhas inventadas por eles.

Eu também já passei por todas essas avaliações de mim mesma e tive todos esses desejos. A diferença é que eu faço isso quando estou com tempo livre, quando estou de férias, quando estou em um momento mais intimista. Não quando chega o final do ano.

E é por isso que eu estive tão afastada daqui.
A época em que as pessoas estão revendo sua vida é a época em que eu estou vivendo, se não estiver sofrendo demais com o calor, claro.

O meu blog já tá quase fechando um ano. O meu namoro fez dois meses ontem pelas 3 horas da manhã. E quando vê, sem piscar os olhos, estou eu em retrospectiva e introspecção na minha vida em um post que critica quem reavalia suas vidas. E somente na virada do ano, lógico.

Pensem mais nas vidas de vocês o ano inteiro, em todas as estações, não somente na virada de um ano para outro, que nada quer dizer além de organização cronológica. Sem querer fazer papel de mãe, mesmo já tendo o feito, despeço-me.

sábado, 19 de junho de 2010

Eu me visto para as mulheres...


Tentando traçar um histórico dos meus pensamentos para saber como cheguei a este assunto, logo achei o início. Recebi um e-mail qualquer, desses humorísticos, que a gente lê somente depois de deixá-lo uma semana esperando na Caixa de Entrada, quase que por prazer, ou talvez por vingança que falava sobre como mulheres demoram para se arrumar para um encontro e, em contrapartida, os homens nem ligam para o que elas estão vestindo e muito menos que demoraram tanto tempo para ficarem assim (ok, nem todos os homens, e também nem todas as mulheres mas segue o baile). Já fiquei meio revoltada com esse clichê barato, mas lembrei que era só um e-mail passado adiante para a lista de contatos inteira.

Mais calma, deparei-me no mesmo e-mail com uma frase que gostei. Decidi pesquisar mais à respeito. Aí foi o erro. Ou acerto!

Notei que muito se falava sobre a frase em diferentes blogs, de maneira crítica e, na maioria das vezes, "condenando" a mulher por se arrumar, gostar de se arrumar ou até por se arrumar em excesso(!), levando em conta que os homens não notam.

Peraí, peraí, peraí...
A frase era:
'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens', da Angie Dickinson, atriz americana.

Concordo plenamente com a Angie: quem realmente repara na roupa e na produção de outra mulher é a mulher, mas daí dizer que por isso não é necessário nos arrumarmos, como se nos arrumássemos só por causa do homem que nos acompanha?

Mulheres vaidosas do meu Brasil,
hão de concordar que a nossa auto-estima se eleva e pra caralho quando fazemos uma boa maquiagem, sentimo-nos atraentes quando arrumamos o cabelo, pintamos as unhas. E quanto não vale uma pessoa com a auto-estima em alta?! É saudável e não custa nada.

Eu me visto e me arrumo, do jeito que eu quero, para que eu me sinta bem. Logo, eu me sentindo bem, a pessoa com quem estou está bem também, não necessariamente pela minha estética, mas pelo meu humor, meu alto-astral, justamente por estar bem comigo mesma.

Aí vem aquelas falando que não é só beleza exterior que importa e que há muito mais além disso. Mas é claro que há! E que bom que há. Coitado do Planeta, se tivesse que carregar somente corpinhos bonitos. Coitadas das pessoas que teriam que conviver apenas com corpinhos bonitos ao seu lado.

Não estou defendendo que a mulher deva se arrumar, mas que, se quiser, se arrume, gaste o tempo que for, troque de roupa quantas vezes quiser, até se atrasar uns minutinhos pode. Desde que se sinta bem consigo mesma. Isso é o que importa!

Mas bem... O que importa isso tudo? Afinal, esse texto vai ser só mais um no sistema de pesquisa do Google que faz um comentário crítico à respeito da frase da Angie Dickinson.